A palavra principal é autoridade. A outra é qualquer trabalho que você produz dentro da universidade ao longo de uma graduação. Refiro-me, em especial, àqueles que se fazem necessários serem apresentados, e não defendidos, como ultimato para se sair de lá com o canudo nas mãos e com o título de profissional. O nome do trabalho não importa, seja monografia, TCC ou artigo, apesar de todos os três serem a mesma coisa. Esse modelo de atividade é muito comum dentro das escolas de nível superior não só no Brasil, mas em todo mundo. E é sempre o mesmo esquema: palavras introdutórias, a apresentação do método usado para sua análise, daí vem o desenvolvimento da sua análise baseado no método e por fim a conclusão.
Mas o que tem a palavra autoridade e essa espécie de trabalho em comum? Ora, eu digo tudo, e esse texto já é muito previsível desde a sua primeira frase. Para você discorrer sobre o assunto que você escolheu no seu texto, se faz impreterivelmente obrigatório você pegar emprestado às palavras dos professores mais conceituados da área e do universo e coloca-las em parceria com aquilo que você tem a dizer. Assim, me aparece o seguinte questionamento: a universidade é um lugar onde se formam ideias, contudo, como ser crítico se você sempre precisa estar de certa forma pegando carona no que os outros disseram?
Eu não estou condenando, não tenho autoridade, a esse modelo de produção cientifica. Ela deve existir e se faz necessária. Mas como eu sou de humanas, sempre me veio à cabeça, por exemplo, uma análise de texto por mim mesmo, seja ele em prosa ou em verso. Assim, outro levantamento. Por quais razões me levam a depositar as palavras de um alguém que já falou sobre um texto tal, se o próprio texto tal per si implica necessariamente tanto no meu ponto de vista como no do outro?
É por essa razão, por essa injustiça com o aluno da graduação de não poder colocar a primeira pessoa do singular como aquele que governa todas as falas do texto, por ele estar sempre se sujeitando a usar o “nós” como se não fosse só a sua opinião, que eu julgo o gênero ensaio como a melhor forma de escrita crítica. E acho que todas as universidades deveriam acolher esse modelo como alternativa de trabalho de conclusão de curso. O ensaio é um texto bem mais elaborado onde você pode colocar as suas, somente suas, impressões sobre o que se quer narrar. Mas então aparece o plágio, e o ensaio também requer citações das autoridades, no entanto ele não fica martelando sempre naqueles “segundo fulano, beltrano falou que, baseado em cicrano”. É você quem manda no trabalho.
É bastante pertinente o texto, todavia cabe salientar, que em relação à citação de autores, autoridedes em determinadas áreas do conhecimento,se faz de grandiosa necessidade uma vez que citando tais autores, demonstra que seu entendimento, linha de pesquisa, texto ou quaisquer outros trabalhos acadêmicos estão situados em uma área do conhecimento humano que tem relevância. Já em se trantando da questäo da opnião, do autor, acredito ser necessário que aquele que esta desenvolvendo um trabalho acadêmico, esteja mais livre para dispor sua opnião de maneira a transparecer seu real entendimento sobre determinado assunto.
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